Tudo feito com amor pode transformar vidas

destaque_isabella1-1

Gostaria de fazer uma pergunta: quem teria vontade de montar uma clínica de recuperação para dependentes químicos? Quero muito fazer esse trabalho, porque sei que posso ajudar.

Não acho que a clínica em si seja capaz de mudar alguém. Mas, acredito que, se tivermos uma clínica que tenha por princípio o amor, e não aquelas que servem apenas para camuflar vícios e esconder pessoas, a ideia pode funcionar: tudo feito com amor pode transformar vidas.

Apenas a minha fé numa clínica diferenciada pode tornar este sonho desta manhã uma realidade. Uma clínica feita com amor, com bons médicos, com atividades plurais, com novas amizades, com atividades físicas constantes, com parcerias dos setores privados e públicos (não pode faltar!) e com Deus, acredito que posso sim fazer a diferença.

Na minha perspectiva, não existem tantas clínicas assim. Vejo que muitas delas são apenas grandes negócios, cujos donos pensam apenas em dinheiro e tratam todos os pacientes de maneira uniforme e prática. Não enxergam a necessidade de se cuidar de cada dependente químico como único.

Penso que cada paciente deva ser tratado de uma maneira particular, e não como se tivessem um sintoma único – como um vírus – e que fosse tratados todos iguais. O princípio da subjetividade é fundamental ao tratarmos com dependentes químicos. Temos, em primeiro lugar, que ouvi-los. Só assim, saberemos de que forma ajudá-los, de que forma direcionar cada um para uma atividade e um tratamento que esteja em comum acordo com às suas necessidades e capacidades. Partindo desse princípio, acho importantíssimo internar apenas quem deseja ser internado. A internação compulsória penso que seja válida, porém apenas em casos extremos, como para salvar uma vida. Se o paciente não quiser continuar o tratamento, que seja liberado, mas que esteja consciente do que o espera caso ele não se trate. O paciente tem que saber de sua condição, mas não ficar internado se de fato for contra a sua vontade. Se um dia esse paciente perceber que sozinho é quase impossível sair do vício das drogas, já estará plantada a sementinha de que com amor e com vontade ele pode buscar ajuda. Teremos, assim, uma internação voluntária.

Não acho que preso a força, numa clínica, que melhore. A vontade tem que vir de dentro. O paciente tem que querer mudar. As famílias também, devem ter ajuda dentro da clínica, pois acabam adoecendo paralelamente ao dependente químico .

Começo a correr atrás de patrocínio, de espaço, de médicos e de pessoas que queiram trabalhar motivados pelo amor. Quero reunir aqueles que já foram dependentes químicos, ou que tiveram esse problema na família, que é meu caso, para esta motivação.

Se alguém se interessar em participar, entre em contato comigo. Já tenho algumas pessoas interessadas, mas é sempre bom ouvir novas opiniões.

Acho que com esse carinho que tenho e com amor, podemos fazer uma clinica especial, onde todos serão bem vindos.

Beijos, Isa

 

 

  • Ana Maria

    Isabella, sinto muito em ser de classe pobre, desde 2006 trabalho na área social,a princípio em um albergue hoje Centro de Acolhida com morador de rua, idosos deficientes físicos e mentais, depois no Albergue Boracéa na barra funda, com todo tipo de morador de rua em sua maioria usuário de drogas, hoje em uma nova experiência com morador de rua na rua mesmo, muitas histórias. Fazendo um trabalho sócio educativo, sensibilização e escuta ativa fortalecendo os vínculos familiares e sociais. Me realizo nesse trabalho, hoje estou de licença médica, mas o meu maior sonho seria abrir um local para trabalhar com essas pessoas.

  • http://twitter.com/barbaradeucher Bárbara Deucher

    Isabella, comprei seu livro hoje e acabei a leitura hoje mesmo! Não é preciso ter um dependente químico dentro de casa para sofrer os abusos psicológicos que você sofreu e por isso mesmo me identifiquei tanto com o seu livro. Acabo exercendo dentro da minha família exatamente o papel que você exerceu durante anos. Sou a única que coloco as cartas na mesa dentro da minha casa, sou a única que mostra toda sujeira que está sendo escondida e a única que ousa enfrentar o silêncio que a maioria opta por aqui manter, o que me traz bastante sofrimento. Não raras vezes sou vista como o problema, assim como você foi vista em muitas das ocasiões em que enfrentava todos e dizia a verdade. Mas bem, assim como você, essa minha busca pela minha independência e a tentativa de me livrar dessa teia, me levou a profissionais (psicólogo e psiquiatra) que ajudam nessa busca por uma vida mais feliz e saudável, livre de culpas que não me cabem e de responsabilidades que não são minhas – eu também acabava funcionando como uma esponjinha aqui em casa, absorvendo todos os problemas. Enfim, senti vontade de te escrever para dizer que me tornei sua admiradora! Assim, como a Drew foi importante para você, por ter te mostrado e compartilhado o sofrimento vivenciado, você se tornou a minha Drew, referência a qual recorrerei toda vez que fraquejar. Obrigada Isabella!

  • Junior Benedetti

    Isa, acompanho seu trabalho, sou um adicto em recuperação, sai de uma internação recentemente, tenho um companheiro q com certeza pode ajudar, ele se chama Silvio Ribas, ele esta com a mesma ideia, eu acho q juntos vcs poderiam somar bastante, procure-o no facebook.

  • eliane claus

    ola tbm tenho muita vontade de trabalha nesta area sendo que acredito que com amor podemos vencer. cresci num lar onde meu pai era alcoolatra e graças a Deus e ao amor de meu esposo e meu nós vencemos e hj ele esta com 70 anos e se tornou o rgulho da familia; bjs conte com minha ajuda

  • soeli fatima batistello

    menina ,tenha Fé um dia a gente ganha,agora não tenho condições pra te ajudar,mas penssa mento positivo.um dia conseguimos,o livro q comprei já esta andando ,vou emprestar pra todos q não podem compras,continue escrevendo ,caminhe pra frente, é muito bom ,dance tmb alegra a alma e faz bem bjs fica com DEUS.

  • Marcia Medeiros

    Querida Isabella
    Li sei livro e estou lendo novamente, bons livros são aqueles que mergulhamos, nos emocionamos e no final não queremos que acabe, foi essa a sensação. Visualizei e caminhei em cada cena, até me vi em algumas delas. Assim como você sobre o livro da Drew fiquei menos só no mundo…
    Acho que agora tenho pontos de partida que começam a brotar em mim, compreendi que tenho que mudar por mim, de não ser mais codependente, cuidar de mim…
    Parabéns, seu livro é lindo, apesar de ser uma triste história, mostra a superação…, da família, de seu pai, a sua. Você em especial é muito forte, meiga mais forte! Seu pai é um sobrevivente! Obrigada por não ter desistido dele.

  • Carlos Titi Tomasi

    gostaria de conversar com vc tenho varias experiencias de como deve ser feito uma clínica , ja fui internado à 14 anos limo e formado em T.O especialista em psiquiatria em dependência química, hj trabalho como voluntário na cruz vermelha em Poa rs, Nós atendemos 1000 pessoas mês ambulatório. me liga 51 91415711

  • lemenescal

    Isa, a questão dos recursos é imprescindível. Afinal, sem recursos financeiros, é impossível.

    Necessário um espaço, ainda que doado, alugado.

    Mas o mais importante nisso, como você mesma disse, é o serviço não ser superfaturado. Não existir a usurpação de recursos aproveitando-se da fragilidade da família e do paciente diante do enfrentamento da doença.

    Todo serviço é cobrado, exceto o público ( indiretamente, visto que os impostos bem altos saem dos nossos bolsos), mas a questão mais crítica especialmente neste segmento de saúde mental / dependência química é o fato do serviço ser SUPERFATURADO. Somente os ricos e milionários têm acesso. Nem mesmo a classe média tem condições de arcar, nem com sacrifício com tais serviços. É ” direito” apenas dos ricos.

    Sendo assim, a classe média, média baixa, e classe pobre, só tem à sua ” disposição” ( quando conseguem, além disso, existe toda a burocracia por exemplo do resgate do paciente que não aceita ser internado, o aparato jurídico necessário para a internação involuntária, coisas estas que atualmente não são de fácil acesso), as clínicas de cunho religioso. Não tenho nada contra clínicas de recuperação onde exista o aparato ” religioso”, normalmente cristão protestante, visto que eu mesma sou uma psicóloga que não nego minha fé cristã. Porém, é necessário muito mais. Temos à nossa disposição conhecimento médico e terapêutico para lutar contra esta terrível doença. A dependência química é uma doença que envolve os aspectos físicos, comportamentais, psicológicos e espirituais, porque são estes fatores que englobam o ser humano. Quando trata-se a alma, o corpo e o espírito não ficam de fora. Quando um paciente é submetido à um processo psicoterapêutico, já é sabido que novas sinapses cerebrais são acionadas. Somos um ser biopsicossocial e o doente tem de ser encarado sob todos estes aspetos.

    No entanto, na minha prática e também vivência, vejo que o amor sincero tem um efeito muito grande na vida de qualquer ser humano,

    Termino parafraseando Dra. Beatriz Cardella: ” Só o amor pode curar o amor ferido. ”

    Se tivermos amor de verdade pelo ser humano, cobraremos pelos nossos serviços de maneira ética, honesta e justa. Sem espírito mercenário e usurpador.

    Abraços!

    Letícia
    http://www.construindoumanovahistoria.com.br

  • lemenescal

    Eu tive o privilégio de conhecer uma clínica e uma pessoa realmente interessada no ser humano e sua recuperação. Chama-se Casa dos Remidos.
    Quem desejar o contato da pessoa responsável pela direção pode entrar em contato: leticiacmenescal@gmail.com

  • Felisa

    Isabella , gostaria muito de TER uma conversa con vc por Facebook o skype sobre o tema. Meu nome no facebook Felisa SIlva, ja mande pra me add.
    Será um plaçer conversar. Vou aguardar.
    Abraço carinhoso.

  • Karoline

    Olá Isabelle…. meu nome é Karoline e estou junto com uma prima buscando tbem informações e querendo abrir uma clinica, em parcerias com voluntários que queira tbem abraçar essa causa. Se puder me passe seu telefone ou email para que possamos conversar mais sobre o assunto?…

  • Renata Reis

    vc abriu a clínica? q pé q esta?