Vida nova

Oi, gente, aqui estamos de volta!

Depois de mais de um ano em silêncio, este blog chegou a ser desativado. Senti

saudades de me comunicar com vocês, mas agora estou de volta com o blog.

Os temas dos primeiros tempos do blog culminaram na publicação do meu livro “Agora

é viver”, lançado pela Editora Rocco. Agora, com essa etapa realizada, vou escrever

sobre outros assuntos, principalmente os sentimentos e os questionamentos de uma

mulher que, aos 40 anos, teve seu segundo filho, assumindo novas responsabilidades no

difícil cotidiano de hoje. Esta mulher sou eu, assim como todas as que vierem a ler este

blog.

Minha proposta é trocar ideias com vocês, para que esta conversa seja uma ajuda mútua.

Uma rede de apoio, aberta a todos: mulheres, homens, pessoas casadas, solteiras,

descasadas, solitárias ou não, jovens, idosas ou de meia idade. De certa forma estamos

todos no mesmo barco.

Virando a página

Depois que lancei o livro, precisei descansar a cabeça, pois tinha colocado para fora

muitos anos de sofrimentos e de procura desesperada por uma saída. Toda a minha vida

até então, o drama vivido com meus pais e irmãos, joguei tudo no livro, sem medo de

me expor, e com a esperança de que aquele testemunho seja útil para outras pessoas.

Não foi fácil, mas, ao mesmo tempo, foi maravilhoso, pois virei uma página em minha

vida.

Nesse meio tempo, também engravidei. Após 19 anos do nascimento de meu primeiro

filho, João Flávio, agora tenho o bebê Antônio Pedro. Hoje ele tem 1 ano, é o que há de

mais lindo no mundo. Quem me conhece sabe que nasci para ser mãe.

Mas os sofrimentos do passado continuam presentes. Passei por um longo período de

depressão e ansiedade. Queria voltar a fazer este blog, contando o que estava sentindo,

mas não conseguia escrever uma linha sequer.

Continuo fazendo terapia, lutando todos os dias contra os fantasmas do passado, e

graças a Deus estou melhor. Sinto-me pronta para estar de volta aqui, conversando com

vocês.

Totalmente resolvida? Claro que não. Na verdade, ninguém está. A vida não é fácil.

Tudo tem dois lados. Agora que estou mais madura, é maravilhoso ser mãe. Por outro

lado, não tenho hoje o mesmo pique e a energia de quando tive o João Flávio, há 20

anos. Mas vou levando.

Quando acordo e vejo o sorriso do meu bebê, a vida sorri para mim. Quando meu filho

mais velho vai para a faculdade, me encho de orgulho. Consegui dar a ele uma vida

normal, que eu não pude ter, e isso era tudo o que sempre sonhei que ele tivesse. A

chegada de um bebê mexeu demais com minha cabeça e meus hormônios.

Voltei a sentir muito medo, voltei a ter crises fortes de pânico. Pensava comigo: será

que vou conseguir? Fico assustada com tanta responsabilidade, pois não fui criada com

limites e não tive pais que me dessem segurança. De certa forma, junto com meu bebê,

também virei um bebê.

Uma inquietação louca tomou conta de mim. Quero estar o tempo todo com o bebê, e

também quero trabalhar ou fazer algo por mim! Faltam-me forças. Mas o primeiro passo

eu estou dando hoje, voltar a escrever.

Se você gostou deste texto, escreva, comenta. Se não gostou, escreva também. Vamos

compartilhar ideias e sentimentos!

Beijos da Isabella.amor.jpg

  • Fernanda

    Essa é a grande aventura da vida, recomeçar sempre. Qd leio teus anseios torço pr que vc alcance td de bom e a paz que vc merece. Use suas experiências como motivação. De vc só tenho boas lembranças das brincadeiras de crianças. Bjs no coração

  • Ammy

    O medo não diminue o perigo!!!!!
    Ammy

  • Thaissa Gorberg

    isso ai Isa, forcas!!

  • Ammy

    O medo não diminue o perigo.
    Administre!!!!!